VIDA POP - Por Miguel Sokol
O ano em que fizemos contato
"Estava eu de férias à beira de um apiscina de borda infinita, tomando um drink (com sal na bborda da taça), pensando no fracasso que foi a invenção da pizza com borda recheadam quando Bubba, meu fiel escudeiro, trouxe em uma bandeja de prata meu exemplar da Rolling Stones de janeiro.Neste preciso momento, decidi abordar o assunto aqui:a retrospectiva do ano passado.Pos nós todos estamos a bordo de uma viagem sem eira nem beira para o final dos tempos.
O cineasta Peter Hyams estava certo, como profetizado por ele há duas décadas e meia: 2010 foi mesmo o ano em que fizemos contato - com a descarada mediocridade musical.Para começar, a coisa mais interessante que a música produziu em 2010 foi ... Literatura.Desconsiderando a autobiografia do Justin Bieber (que surpreende só pelo fato de ele jpa saber escrever), grandes nomes como Patti Smith, Keith Richards e Lobão se ocuparam com as letras, deixando a consagração musical para Lady Gaga (no cenário internacional) e Restart e Luan Santana (no cenário nacional).Este último, como bom Meteoro Sertanejo, em 2011 deve cumprir seu destino e cair rápida e vertiginosamente.Já o Restart, se não é meteoro, mas também é astro, pode ser um cometa.Como o Halley, que cruza o nosso céu em um abençoado intervalo de 76 anos! Saber que o próximo Restart apareceria daqui uns 75 anos e meio seria um consolo. [...]"
Finalmente entre tantas modinhas, coloridos e batons, há alguém que sabe que isso tudo está errado.Ou eu entendi muito mal a Rolling Stones brasileira, que detona 3 dos maiores sucessos da música de 2010 da edição de fevereiro.
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